PÓLO AQUÁTICO
Quando o rugby foi para a água

O pólo aquático parece uma espécie de futebol praticado na água. Mas sua origem está em uma versão aquática do rugby, criada em meados do século XIX. Nesse período, os donos de um balneário na Inglaterra imaginaram essa adaptação para atrair hóspedes.
Sua popularização foi relativamente rápida. Em uma primeira fase de desenvolvimento, esse esporte — jogado em rios, lagos e piscinas — foi muito violento. As regras permitiam que se escondesse a bola sob a roupa de banho e que se mergulhasse com ela, para ludibriar o adversário. O contato sob a água entre os competidores era intenso, duro e brutal.
A partir de 1880, as regras foram mudando, principalmente sob a influência
de praticantes escoceses. O jogo transformou- se em um evento mais atraente e rápido. Os choques e atritos entre os jogadores diminuíram, embora ainda hoje seja considerado um jogo vigoroso.
A partir dessas mudanças, para um bom desempenho nesse esporte, é
necessário manter o equilíbrio entre força e técnica.
O pólo aquático faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1900. Se a origem é inglesa, a pátria desse esporte é a Hungria. Em Pequim, esse país ganhou sua 9ª medalha olímpica de ouro. Venceu nos Jogos de 1932, 1936, 1952, 1956, 1964, 1976, 2000, 2004 e 2008.
A prática do pólo aquático
Atualmente o pólo aquático é praticado em piscinas que devem ter entre 20 e 30 metros de comprimento e de 10 a 20 metros de largura. A profundidade
deve ser de no mínimo 2 metros. Os gols, colocados nas extremidades,
devem ter cada um 3 metros de largura e 0,90 metro de altura.
As equipes são formadas por 7 jogadores de linha e 6 suplentes. Elas são diferenciadas por meio de gorros ou toucas usados pelos atletas.
Os goleiros usam tocas vermelhas, diferenciando-se dos demais jogadores.
Como todos sabem, a equipe que marcar o maior número de gols vence.
Com exceção do goleiro, nenhum jogador pode segurar a bola ao mesmo
tempo com as duas mãos. A condução da bola é feita com a mão ou o braço; cada equipe tem 30 segundos para realizar uma jogada. Não se pode
manter a bola sob a água. Também é considerado falta empurrar o adversário e pegar impulso no fundo da piscina.
A partida é dividida em quatro tempos de sete minutos. Em partidas oficiais eliminatórias, quando há empate, há prorrogação. Persistindo o empate, realizam-se cobranças de pênalti.
No Brasil, o órgão que normatiza a prática do pólo aquático e organiza os principais torneios é a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos. Em São Paulo, existe a Federação Aquática Paulista, responsável em nível estadual por eventos dessa modalidade.
Outras informações sobre o Pólo Aquático
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos - www.cbda.org.br
Federação Aquática Paulista - www.aquaticapaulista.org.br
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