Koch Tavares procura construir o maior projeto universitário do Brasil
Fundada em 1972 por Luis Felipe Tavares, ex-campeão brasileiro de tênis, a Koch Tavares se transformou em referência de marketing esportivo. Ela foi uma das responsáveis pela inclusão do Vôlei de Praia nas Olimpíadas de Atlanta (1996), pelo gerenciamento no Brasil da carreira de Gustavo Kuerten e pela organização de grandes eventos. Entre eles, estão o Brazil Open, o Campeonato Mundial de Basquete Feminino da FIBA e o Renault Road Show 2009.
Recentemente a Koch Tavares desenvolve uma parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário. Ela é responsável pelo marketing esportivo dessa entidade e pelo planejamento, pela captação e pela execução da Liga do Desporto Universitário um projeto ambicioso que busca desenvolver práticas esportivas de alto rendimento em diversas categorias no âmbito do esporte universitário.
A Unesporte entrevistou Alcides Procópio Junior e Leonardo Delamanha, respectivamente, diretor de marketing e gerente de projetos da Koch Tavares.
Como é a parceria da Koch Tavares com a CBDU?
Procópio – A Koch Tavares foi procurada pela CBDU, que busca profissionalizar
ainda mais a gestão do esporte universitário do país. Ficamos responsáveis junto à direção da CBDU pela consultoria, pelo planejamento, pela captação de recursos
de patrocínio e pela organização de eventos em todo o Brasil.
Como vocês avaliam o atual estágio do esporte universitário brasileiro e suas perspectivas?
Delamanha – Vivemos um momento importante para a evolução do nosso esporte universitário, que, pela primeira vez, tem a possibilidade de contar com investimentos privados provenientes de renúncia fiscal, a partir da Lei no 11.438, de Incentivo ao Esporte. Aliás, poucas pessoas nas empresas conhecem essa lei e muitos dos que a conhecem acreditam que ela não pode ser usada se a empresa já utiliza a Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. O que não é verdade. Por tudo isso, as perspectivas são as melhores possíveis: um grande número de universidades em um país jovem e enorme.
Há um processo de profissionalização do esporte universitário brasileiro, levando-se em conta o conjunto de atores: instituições, governo, estudantes etc?
Delamanha – Sim, definitivamente. As instituições de ensino têm procurado ampliar
a profissionalização da gestão técnica e administrativa do esporte universitário.
O governo também fez sua parte, enquadrando um projeto importante na lei de
incentivo ao esporte – a Liga é o maior projeto universitário, possivelmente o maior projeto esportivo do país.
As instituições de ensino superior têm contribuído para o fomento do esporte universitário?
Delamanha – As instituições seguem investindo em equipes esportivas em todo o país; e há ainda muito espaço para crescer.
Como vocês avaliam a participação dos estudantes, responsáveis diretos pelas
competições, dentro e fora das quadras?
Delamanha – O envolvimento dos alunos é permanente, fundamental e, o que é ótimo, crescente. Afinal, eles são os artistas principais. No caso do esporte de alto rendimento, e mais especificamente em relação à Liga do Desporto Brasileiro, a Koch Tavares e as diretorias técnicas da CBDU são os responsáveis diretos pela organização das competições.
Como tem sido a participação da mídia?
Delamanha – A chamada mídia de “massa” ainda não tem participado com o destaque que o projeto da liga merece, mas aos poucos estamos progredindo. Geralmente a mídia especializada e a local cumprem sua parte.
Para os patrocinadores, quais são os principais atrativos do esporte universitário?
Delamanha – Além de merchandising de quadra, exposição de marca em material gráfico, em sites e mobile marketing, o mais importante é a ativação dessas marcas durante os eventos. É possível personalizar as ações de acordo com a estratégia do cliente. A empresa pode ativar sua marca focada num público importante como é o
universitário.
Comparativamente com outros países, como está o esporte universitário brasileiro?
Delamanha – Se compararmos com os eventos da Federation Internacionale
Du Sport Universitaire e da National Collegiate Athletic Association, o nosso esporte universitário precisa de mais público, investimentos, patrocínios e estrutura. Mas estamos plantando boas sementes. Já temos um projeto nacional com 10 modalidades, as universidades, os atletas e os patrocinadores. Juntos vamos fazer o esporte universitário crescer. Acredite.
Quais são os principais passos para o avanço de nosso esporte universitário?
Procópio – Para o crescimento do esporte universitário, o mais importante é o que está acontecendo: o investimento do governo por meio de mecanismo de fomento nos níveis educacional, de participação e de alto rendimento.
Delamanha – Os desafios são muitos e contínuos, porém com a ajuda do governo e de patrocinadores, como têm feito a Nokia e a Redecard, a tendência é o projeto e o esporte universitárioem geral crescerem em 2010, ampliando a participação de instituições de ensino e de atletas. A consequência disso é um crescimento quantitativo e qualitativo do esporte universitário. A Koch Tavares acredita que estamos frente ao maior projeto universitário do país, e que poderá, não só concretizá-lo, mas transformá-lo em um dos maiores projetos universitários esportivos do mundo.

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