Alimentação - A base de uma vida saudável

Há bastante tempo associa-se magreza à saúde. Uma pessoa saudável seria uma pessoa magra. Mas as pessoas em estado doentio geralmente emagrecem. Ficam cadavéricas. É verdade também que o acúmulo excessivo de gordura no organismo propicia inúmeras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular. Então, não é na aparência que se encontra a chave da saúde, embora os extremos — magreza ou gordura excessivas — devam ser atentamente observados e combatidos.
Vida saudável tem a ver com equilíbrio dos sistemas do organismo. Algo mais estrutural. Tem a ver em grande medida com a obtenção dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. A base desse equilíbrio está na alimentação. Uma alimentação adequada mantém o corpo em estado harmonioso, previne doenças e envelhecimento precoce.
O comportamento alimentar é um conjunto de ações realizadas em relação ao alimento. Entre essas ações, estão a decisão do que comer, o modo de preparo, o horário e a freqüência das refeições.
O QUE COMER
Já é de conhecimento público que o “prato colorido” é saudável. Quer dizer, pressupõe-se que um prato cujos alimentos tem cores variadas apresenta os nutrientes necessários para o nosso dia-a-dia. Quais são essas nutrientes? Os grupos alimentares dividem-se em energéticos, construtores e reguladores. Os energéticos — fundamentalmente os carboidratos e os lipídeos — são responsáveis pelo fornecimento de energia. Os construtores
— proteínas — influenciam o crescimento e a renovação celular. Os reguladores — vitaminas e minerais — mantêm o funcionamento adequado de nossos órgãos e sistemas. Todos esses nutrientes são necessários
para o nosso bem-estar.
Mas em proporções diferentes. O excesso ou a escassez de determinado nutriente pode provocar o desequilíbrio do organismo.
Um cardápio diário balanceado deve conter aproximadamente 55% de carboidratos, 30% de lipídeos e 15% de proteínas, além de vitaminas, sais minerais e fibras. Se tomarmos como referência a Food and Drug Administration,órgão do governo dos Estados Unidos que controla a produção e a comercialização de alimentos e remédios, as porções diárias de alimentos — cada porção é o equivalente a uma colher de sopa cheia — deverão ser (veja representação da Pirâmide Alimentar nesta página): de 6 a
11 de carboidratos, encontrados em pão, arroz, cereais e massas (grupo 1); 3 a 4 de legumes e verduras, alimentos ricos em vitaminas, sais minerais
e fibras (grupo 2); 2 a 4 de frutas, que também são fontes de vitaminas, sais minerais e fibras (grupo 3); 2 a 3 de alimentos ricos em proteínas como carne, ovo, feijão, lentilha, ervilha e soja (grupo 4); 2 a 3 de leite e derivados
- além de proteínas, esses alimentos são fornecedores de cálcio (grupo 5); os lipídeos, encontrados nos óleos e nas gorduras, em produtos como manteiga, creme de leite, toucinho, devem ser consumidos com moderação, mas devem ser consumidos, pois têm importante função no organismo (grupo 6). Essas indicações variam de acordo com a idade e a atividade a
que se destinam.
OUTROS CUIDADOS
Há outros cuidados com a alimentação que podem fazer a diferença em relação à saúde. Deve-se buscar regularidade nos horários das refeições. Acostumar o organismo a se alimentar em determinados horários. É saudável não deixar o corpo sem alimento por mais de três horas. Nesse sentido, é recomendável distribuir a alimentação diária em vários momentos, não concentrar a ingestão de grande quantidade de alimentos.
Uma substância fundamental da boa alimentação, que necessariamente deve estar presente em nosso dia-a-dia, é a água. Recomenda-se o consumo diário de aproximadamente 2 litros de água.
A alimentação adequada, aliada a exercícios físicos sistemáticos, já é mais do que a metade do caminho para a vida saudável.
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