14º Troféu Adhemar Ferreira da Silva de Atletismo enfrenta dificuldades, mas aponta caminho de superação

Nos dias 23 e 24 de maio aconteceu o 14º Troféu Adhemar Ferreira da Silva de Atletismo Internacional Universitário, que reuniu atletas de diversas regiões do Brasil. O campeonato foi sediado no Estádio Ícaro de Castro, no Ibirapuera, e mobilizou um total de 212 atletas de 17 universidades.
O evento, organizado pela Universidade Santana e Federação Paulista de Atletismo, é um dos mais importantes do nível universitário. Apesar disso, a participação não foi grande. Para Kedson Procópio, professor da Unisantanna, que auxiliou na organização dos atletas dentro da prova, diversos fatores atrapalham a realização de campeonatos como este.
Primeiramente existe a barreira da relativa impopularidade do atletismo dentro das universidades, o que limita bastante o número de participantes: “Hoje a gente tem uma escassez de universidades participando do evento”, afirmou Kedson. O evento ainda é quase inexistente dentro das universidades públicas. Outra dificuldade foi a data. Simultaneamente ao 14º Troféu Adhemar Ferreira aconteceu o Grande Prêmio Brasil de Atletismo,
realizado em Belém, o que fez com que muitos atletas não comparecessem.
Além disso, o evento foi pouco divulgado. Mas, apesar desses problemas, a competição não deixou de ser um relativo sucesso. As finais foram emocionantes, como a da corrida de revezamento, que arrancou gritos de toda a torcida. O clima também ajudou: os dias do evento transcorreram ensolarados.

Valorização do atletismo
Essa situação de impopularidade do atletismo no meio universitário pode estar mudando. Segundo Rafael Jubelini, da Federação Paulista de Atletismo, o esporte tem crescido bastante dentro das universidades. “Acho que as universidades estão começando a perceber a importância do esporte, principalmente do atletismo”, afirmou.
É crescente o número de universidades que dão bolsas de estudos aos alunos que se comprometem com o esporte. É o caso de Denner Moraes dos Santos, medalha de ouro no salto em altura, com 1 metro e 95 centímetros. O aluno da Unisantanna entrou em contato com o atletismo ainda na escola, em Franca, interior de São Paulo. Quando terminou o Ensino Médio ganhou uma bolsa de 85% para estudar educação física na universidade. “É difícil uma universidade que investe e incentiva assim os atletas”, declarou.

IR PARA O SUMÁRIO DESTA EDIÇÃO

PÁGINA INICIAL